UMA HOMENAGEM A NOSSA IRMÃ RUTE

Nesta data oportuna, 11 de agosto de 2018, queremos homenagear uma pessoa muito especial e muito querida, certamente uma das pessoas mais queridas do ministério: a irmã Rute.

Sempre estamos lembrando de grandes mulheres, como Ester, Rute, Susana Weslley, Catarina Von Bora e outras e muitas vezes, quase sempre, esquecemos que Deus nos dá verdadeiros testemunhos e memoriais para os quais podemos olhar e tirar de suas vidas lições e inspirações para nossa jornada. É o que o profeta nos ensinou: “estamos sempre olhando para o ontem, para o que virá e esquecendo o que está presente”, tão próximo; e, afinal, somos também personagens bíblicos: a noiva final. Como humanos nos tendenciamos a fazer tributos depois que a pessoa morre, mas neste ensejo ofereceremos “nossas flores” a preciosa irmã Rute.

Nascida em 1956 na cidade de Raul Soares, localizada no estado de Minas Gerais, teve excelente criação com mais onze irmãos, através de pais cristãos e conservadores, aquela típica família grande da roça, onde todos desde cedo, aprendem trabalhar para o sustento da casa.

Ela relata fatos incríveis e engraçadíssimos da sua infância, que é impossível não dar “boas gargalhadas”. Na verdade, sua vida é repleta de histórias e muitos, muitos casos.

Casou-se em 1978 com o irmão João Fernandes de Azevedo, que fora nosso pastor antes do pastor Aleksander. Tiveram quatro filhos. Não conhecemos de tão perto um casamento tão completo, não por falta de problemas e dificuldades, mas por terem tanta cumplicidade, amor e paciência para superarem todas as coisas. O pastor João quando foi escolher uma moça para se casar, em seus momentos de busca e oração, ele abriu no livro de Rute, então se perguntou: será esse o nome da minha futura esposa? Não demorou muito a confirmação. O Senhor Jesus sempre foi o elo mais forte dessa união.

 Ela é muito brincalhona, dona de uma alegria contagiante e uma força interior que em tempos conturbados a mantém de pé. Cremos que tudo isso, aliado à sua fé na imutável Palavra de Deus a tem sustentado, uma vez que ela sentiu muito a partida de seu esposo em 2007, somando assim 28 anos de casamento.

Com 62 anos é uma viúva, como nos ensina as Escrituras; não pensa em casar-se novamente de jeito nenhum, aguardando a hora da ressurreição para encontrar seu amado. Hoje, sempre que tem um caso, uma conversa, quer seja espiritual ou natural, ela lembra dele. 

A irmã Rute foi uma exemplar esposa de pastor, com todos os requisitos preenchidos, de uma simplicidade e autenticidade natural de sua personalidade; sempre foi muito honesta e extremamente hospitaleira. Conta-se que certa vez sua casa era um barraco bem precário, mas sempre esteve cheia; daí podemos tirar a lição que “conforto não é um lugar luxuoso e sim uma boa atmosfera”.

Com certeza é a que mais sente sua falta. Quem a vê louvando na igreja com aquela alegria toda e ela é bem alegre mesmo, pode até pensar que ela não tem problemas; provavelmente sua maior dificuldade é a dor da saudade e a luta para não se deprimir, mas Jesus lhe ensinou driblar a tristeza. Enquanto ela adora, está vencendo e a Palavra saí do papel: “A alegria do Senhor é a minha força”.

Os filhos contam algo curioso: o quanto ela é econômica; com ela tudo rende. Talvez porque tornou-se experiente na arte de dividir, de fazer o pouco virar muito. A irmã Rute tem outra qualidade muito admirável: é muito preocupada com o próximo, não somente de palavras mas com obras mesmo! Ela já viveu o suficiente para saber que o verdadeiro prazer da vida é ajudar o outro, é fazer o outro feliz; lamenta não poder estar tão ativa devido ao cansaço próprio da idade, e, até então, graças a Deus, sua saúde é relativamente boa, mas ela sabe que pode contar com as “boas alunas” que tem ajudado formar.

Aliás, é bonito de ver como os mais jovens, quer sejam casados ou não, gostam de conversar com ela, procurar seus conselhos.... Poucas pessoas têm um espírito tão excelente e atmosfera agradável como a irmã Rute; a verdade que em tempos como esse que “genuinidade tem se tornado raridade”, tê-la conosco é uma preciosidade. Se alguém chegar a pensar que estamos exagerando, vai mudar de ideia se tiver o privilégio de conhecê-la.

Uma irmã certa vez quis fazer um livro da sua vida, o que certamente daria, mas se não for aqui desse lado, com certeza já está nos anais eternos. Receba nossas palavras, irmã Rute, por tudo o que a senhora é e significa para este ministério; sabemos que ajudou a sustentar essa obra em tempos tão difíceis ao lado do pastor João e ainda continua disposta a servir. Deus continue te abençoando, te dando força, graça e saúde até aquela manhã eternal, onde todos nos encontraremos, os vivos e os que partiram, para um companheirismo sem fim.

"Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." - HB 13:8