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Oitenta Anos- Uma árvore viçosa e frutífera

Irmão José Teixeira da Silva, fez nessa segunda-feira, dia 04/12/2017, oitenta anos de idade. É claro que não poderíamos deixar passar desapercebido tal data, não somente pela idade em si mas pelo o que ela significa para o ministério. Ao olhar na Bíblia, oitenta anos nos remete a alguns personagens, tais como Moisés, que enfrentou Faraó e seus exércitos, Calebe que aos oitenta e cinco disse estar forte o suficiente para tomar sua herança.

 Mas quem nos chamou atenção aqui é outro personagem e o desfecho de sua história nos inspirou um humilde paralelo: Barzilai. Em II Samuel 19.31-43 ( e referências) vemos que  foi Barzilai, já muito velho , da idade de oitenta anos, quem socorreu Davi e seus valentes, que vinham fugindo da perseguição de Absalão, seu filho, que lhe tomara o trono.

 Assim cansados e desprovidos chegaram a Maanaim e foram muito bem recebidos com as provisões e o descanso que precisavam, sustentando-os enquanto estiveram ali. Então Barzilai tornou-se amigo leal do rei. Com o término da revolta e morte de Absalão, o rei Davi volta com seus para Jerusalém mas antes convida Barzilai para ir viver com ele no palácio,  porém ele rejeita porque devido sua idade, não seria tão útil para o rei e não mais teria prazer nas coisas boas da vida, como comer e beber, ouvir uma boa música ( uma bonita história que vale a pena conferir).  Mas a maior lição aqui para nós é a gratidão.

Que lição aprendemos com a gratidão de Davi para com Barzilai. Pesemos: numa ocasião de tamanha adversidade foi acolhido de forma tão provedora; já foi dito que "a gratidão é a memória do coração"; pois bem, não era uma paga que Davi queria dar a Barzilai mais mostrar que ele não havia esquecido o que fora feito por ele, e pouco antes de sua morte aconselhou a Salomão para não esquecer  de fazer o bem para os filhos de Barzilai (I Reis 2.7).  

 Que sentimento nobre é a gratidão! Jamais pode faltá-lo ao coração de um verdadeiro cristão. Desse modo, não podemos esquecer que foi a família do irmão Zé e também a do saudoso e querido irmão Saturnino quem recepcionaram e sustentaram o irmão João ( nosso primeiro pastor que Deus levou) quando chegou no pacato povoado de São João do Sobrado, também em tempos de muitas dificuldades. Nessa data e oportunidade queremos oferecer ao senhor, irmão Zé, o nosso amor, respeito e sincera gratidão pelo que significa para o ministério.

 Se a nova geração são os ornamentos da casa é  porque teve fundamento e coluna para sustentá-la. Sua família é  um orgulho para todos nós, a maior do ministério! Pai de 8 filhos, avô de 24 netos( mais um a caminho) e 14 bisnetos( em breve chegarão mais dois) e melhor: a grande maioria caminham na Luz. Suas raízes são profundas e, como diz a Bíblia (Isaías 11.1), delas saíram renovo frutífero; uma nova geração predestinada para segurar toda A Palavra. Sim, o senhor é uma árvore forte e frutífera, juntamente com sua dedicada esposa, nossa querida irmã Preta, de fervente e perseverante oração.

A despeito de suas debilidades físicas, seu corpo curvado devido aos trabalhos pesadíssimos quando mais novo e o mal de Parkinson fazendo tremer suas mãos, foram essas mesmas mãos que sustentaram e proveram para o povo de Deus e sua família. Bem como Moisés e Calebe, o senhor tem enfrentado exércitos e conquistando reinos pela firmeza de sua fé e coragem; sua vida nos inspira por ver o tamanho da sua resignação diante das adversidades, sendo um exemplo para os mais jovens.

Suas mãos marcadas são as mesmas que serviram, cuidaram, acolheram. Mãos que criaram, construíram, levantaram. Mãos companheiras, amigas e genuínas. Hoje elas são velhas, enrugadas e trêmulas, mas mais que isso: são mãos experientes. E quem disse que mãos não andam? Andam e vão longe! A união das suas e de muitas outras nos fizeram chegar até aqui! 

Levantamos nossas mãos em agradecimento ao nosso Senhor Jesus Cristo por tudo que Ele nos tem dado e ensinado através da sua vida. Quantas vezes pensamos, por causa das constantes enfermidades que Deus o levaria e que não chegaria aos oitenta anos. 

           Mas aqui estamos tendo a honra de homenageá-lo. Uma coisa é  certa: ao vê-lo, desejamos muito mais nosso corpo transformado e a Glória  excelente prometida, onde não teremos mais dor, cansaço e velhice. Uma juventude eterna nos espera. Deus continue te abençoando e sustentando, irmão Zé. Bendito seja Deus para sempre. AMÉM.

"Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." - HB 13:8